
“Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal.” – ( Michelangelo Buonarroti )

“Que seja doce a dúvida a quem a verdade pode fazer mal.” – ( Michelangelo Buonarroti )
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Existiu um lenhador que acordava às 6 da manhã e trabalhava o dia inteiro cortando lenha, e só parava tarde da noite. Esse lenhador tinha um filho, lindo, de poucos meses e uma raposa, sua amiga, tratada como bicho de estimação e de sua total confiança.
Todos os dias o lenhador ia trabalhar e deixava a raposa cuidando de seu filho.
Todas as noites ao retornar do trabalho, a raposa ficava feliz com sua chegada. Os vizinhos do lenhador alertavam que a raposa era um bicho, um animal selvagem; e portanto, não era confiável. Quando ela sentisse fome comeria a criança. O lenhador, sempre retrucando com os vizinhos, falava que isso era uma grande bobagem. A raposa era sua amiga e jamais faria isso. Os vizinhos insistiam:
– Lenhador abra os olhos! A raposa vai comer seu filho.
– Quando sentir fome, comerá seu filho!
Um dia o lenhador muito exausto do trabalho e muito cansado desses comentários, ao chegar em casa viu a raposa sorrindo como sempre e sua boca totalmente ensangüentada… O lenhador suou frio e sem pensar duas vezes acertou o machado na cabeça da raposa… Ao entrar no quarto desesperado, encontrou seu filho no berço dormindo tranqüilamente e ao lado do berço uma cobra morta…
O lenhador enterrou o machado e a raposa juntos.
( Autor desconhecido )
Essa parábola acima provoca um exercício de reflexão importante. Quem nunca foi o lenhador que influenciado pela opinião dos outros, julgou errado um amigo? É preciso cuidado mesmo, pois depois de proferida a machadada, o ferimento é aberto e para cicatrizar leva tempo e dor.
A pergunta, o questionamento mais importante aqui é:
Se eu fosse a raposa, com a amizade devotada, se sobrevivesse à machadada, em função do ferimento, à mágoa feita injustamente, se mudaria a minha essência, isto é, se me tornaria alguém mais amargo, menos amoroso, fraterno? O esforço existiria para não me transformar, isso é inegável, mas ainda assim me preservaria do jeito que sou, pois não tenho direito de ser injusta com a minha essência, involuir pelas provas sob as quais sou submetida, como diz alguém que conheço bem, tudo em gira em torno de: paixão, dinheiro ou poder.
Escolhi de que lado ficar, sou movida a paixão, amor, se cheguei até aqui assim, assim o permanecerei, apesar de tudo, todos. As outras pessoas que estão e que ainda cruzarão o meu caminho, não serão sentenciadas a conviver com alguém que se tornou inócuo por relacionamentos danosos com terceiros.
Justiça? Essa começa e termina em mim, isso me basta, renego desejo de vingança, caso contrário seria escrava das armadilhas alheias.
Evoluir sempre, essa é a justiça ideal, do resto os Anjos e Deus se encarregam!
Renego a tudo que possa gerar novo mal! Sou feliz do jeito que sou!
Agradeço às novas amizades que fiz neste fim de semana, aos antigos e fiéis amigos que chegaram até aqui comigo! Amo vocês!
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas” – Antoine de Saint-Exupéry.
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Internet, relacionamentos e a Teoria das Supercordas.
No lugar de 3, a possível existência de 10, 11 ou até 12, dimensões, essa é a proposta da Teoria das Supercordas.
Ironicamente essa Teoria surge em época de explosão do uso de tecnologias e suas ferramentas mediadoras do convívio com outras pessoas, como por exemplo, mensageiros instantâneos e sites de relacionamento. Dias em que, ainda se insiste, por vários motivos, em confinar amizades e outros relacionamentos dentro de um mundo virtual chamado Internet.
Assusta é o gosto pelo virtual, a ausência do desejo de viver o real, o medo de se expor do jeitinho que se é, pois dentro de scraps, perfis, cada um é quem quer ser, literalmente o produto da própria invenção, a ponto de existirem pessoas que não sabem mais do que gostam de fazer.
Quem fabrica a si dessa forma, também procura pelo perfil pessoal de alguém que como a música diz, “caiba nos seus sonhos”, assim há quem vagueie nessa busca efêmera por quem nunca vai achar, pois provavelmente esbarrará em outro “ser” fabricado, um produto, bastando um contato mais próximo para a ilusão se desmanchar, seguindo então cada um em sua dimensão, fugindo alheios a própria vontade, de si mesmos e um do outro.
Que tal quebrar esse ciclo de paradoxos?
Descubra e aceite-se do jeito que é, assim será mais fácil permanecer feliz na vida real, o amor virá menos complicado, menos condicional. Amando a si, a vida acontecerá em todas as suas dimensões de forma plena, finalmente a grama do vizinho já não parecerá mais verde que a sua!
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A ”tia da tv” esqueceu de dizer o que era pra gente ser enquanto sonhava, daqui do duro asfalto, com a Lua de Cristal, distante, intangível de nossas mãos, mas preferida de nossos ideais. Assim cresceram gerações que se acostumaram a projetar pra longe a felicidade. Há que se sonhar sim, mas enquanto isso, temos que seguir vivendo a felicidade-presente presente no presente, por isso prefiro ainda citar John Lenon: “A vida acontece enquanto fazemos planos para o futuro”, Clarice Lispector: “A vida não é de se brincar, porque um belo dia se morre.”, ou ainda, Tom Jobim: “Da vida a gente só leva a vida que a gente leva.”
Buscava um lado positivo para a morte de Michael Jackson, quando de repente, me peguei fazendo um “flash-back” da minha vida, e me assustei ao reparar que lá se vão quase vinte anos que terminou a década de oitenta. Logo foi inevitável me perguntar sobre o que fiz durante todos esses anos e o mais irônico, foi constatar que não atingi nenhuma das metas traçadas, que um dia, na minha adolescente arrogância, comprei dos anúncios e propagandas televisivos.
Foi com um grande alívio que lembrei, mesmo quase sem querer, que já nem tinha mais essas metas, isto é, que exercito a minha felicidade mesmo sem ter a profissão mais valorizada (que aliás nem desejei um dia), sem ter meu milhão na conta bancária, uma casa própria, um carro do ano na garagem, aliás tenho é nenhum mesmo, isso realmente às vezes incomoda, mas é perfeitamente contornável, enfim, teimo em ser feliz sem ter as “melhores” coisas, apesar de reconhecer e finalmente admitir que mereço e quero prosperidade em minha vida, sem no entanto, estar condicionada a nada, nem ter que sofrer a angústia de prazos pré-concebidos.
Sou a minha própria roupa e me visto com ela todos os dias, sem enjoar do tecido, das cores, do corte, uso sempre a mesma veste, já sem me importar se os outros gostam ou não dela.
Fui o meu maior adversário, mas hoje, mantenho a coragem de assumir que acredito no amor, daqueles da simples rotina do dia-a-dia mesmo, vou transgredir qualquer oposição com a simplicidade de entrar em qualquer ambiente assumindo o pouco que posso fazer, resistindo pacientemente a tudo que corrói o amor, me desfazendo a cada pôr-do-sol, de qualquer tipo de idealização imposta por mim ou por terceiros.
Definitivamente penso que o compromisso pós-moderno com essa felicidade efusiva, não passa de uma ilusão criada pra se valorizar, dar um valor semântico hiper-estimado à felicidade, assim ela vira um produto de mercado, portanto, vendendo e sendo vendida.
O futuro chega, e chega independente do caminho por onde passamos, logo a graça está justamente na caminhada, não desperdiçarei a paisagem!
“- Qual o lado positivo da morte de Michael?”
Respondo: ”Vários, mas um deles revelo: concluir que trinta anos passam rápido! Tão rápido…”
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